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Diário Grande Caverna - Narrativa diária de uma exploradora...

Texto por: Lorna Dannan.

07.04.2010. Bela Kadish Tolesa.

Minha jornada em relação as quatro Eras iniciais, estava apenas na metade, e eu estava louca para ver se havia surpresas em Kadish Tolesa. Fui para o Pilar referente a Kadish e toquei a mão entalhada. Ela brilhou na cor lilás e o nicho inferior abriu mostrando o Livro de Ligação. Toquei na imagem e em poucos segundos estava naquele lugar tão lindo e tranquilo.

Cheguei em uma área ampla e silenciosa, vez por outra uma ou duas folhas caíam do céu. Kadish Tolesa parecia exatamente igual como da última vez que a tinha visitado. Grandes troncos de árvores impossíveis de medir, as copas estão tão altas que é difícil vê-las deste lugar. Tanto à esquerda como à direita, restos de uma construção muito antiga, elaboradas pelo Mestre Kadish, um D'ni muito rico e influente, um misto de engenheiro, arquiteto e místico. Um homem misterioso, avarento e orgulhoso. Um D'ni hávido pelo poder. É difícil definí-lo, talvez um misto de megalomaníaco e ao mesmo tempo um gênio criativo.

Ele construíu Kadish Tolesa, justamente para guardar seus bens mais preciosos, e foi justamente este lugar que ele escolheu para morrer. Mas uma coisa é inegável, Mestre Kadish tinha um senso extremamente harmônico para usar cores e formas, um grande bom gosto e uma pitada de espertesa e expertesa, a palavra em seus dois sentidos. Mestre Kadish recheou este lugar de quebra-cabeças interessantíssimos e inteligentes, para diversão própria e para dificultar a jornada de qualquer um. Afinal ele não queria facilitar a vida de ninguém que ousa-se procurar por seus tesouros.

Olhei para frente, pela trilha da esquerda eu encontraria os restos de um palácio gótico e o Primeiro Dispositivo Relógio. E pela trilha da direita eu encontraria uma espécie de praça com o Segundo Dispositivo Relógio e uma área ampla com o Terceiro Dispositivo Relógio. Essa ordem não é obrigatória, eu defini a ordem para facilitar minha jornada. Olhei para a esquerda novamente e bem atrás de mim, vi um Pedestal do Nexus. Atrás dele estava mais uma lâmpada da Guilda dos Mantenedores no chão.

Segui para a esquerda, a trilha era linda, vez por outra eu ouvia sons desconhecidos de aves ou animais que deveriam estar nas copas das árvores, continuei na trilha até me deparar com um portal semi destruído. Atrás dele a cena continuava a mesma, um palácio gótico plantado no centro de um tronco enorme. Olhei para a direita e vi o Primeiro Tecido de Jornada, escondido na última coluna que subia da área que circundava toda a construção. Eu poderia pular sobre o vão do chão, que ruíu pelo tempo, ou poderia dar a volta por todo o perímetro. Ignorei a escadaria de pedra que levava ao palácio e dei a volta no perímetro chegando na última coluna e marcando o Primeiro Tecido de Jornada.

Depois pulei o vão ruído do calçamento e voltei para a frente da escadaria que levava ao centro da construção. Olhei para a direita e ví o Livro de Ligação, que sempre levava a Galeria Kadish em Ae'Gura, a questão agora era, este atalho me levaria para a Ae'Gura Privada ou para a Ae'Gura Pública? Não sabia ainda.

Toquei no Livro de Ligação e em poucos segundos estava no centro da bela Galeria Kadish. Tudo em volta parecia o mesmo. Olhei para frente e vi a escadaria, as minhas costas estava o pedestal com o Livro de Ligação, que me levaria de volta a Kadish Tolesa, atrás do pedestal, os mesmos símbolos giratórios que me dariam a chave para entrar no cofre e nas laterais do prédio os mesmos vitrais que me ajudariam a solucionar os quebra-cabeças.

Subi as escadas e tive uma grande surpresa, os cavaletes de sinalização tinham desaparecido. Isso era maravilhoso, pois assim teria fácil acesso a área da Alameda das Portas e ao Cânion. Acionei meu KI tocando duas vezes a tecla F2 e notei que não havia ninguém na lista de visitantes. Isso queria dizer que eu estava na Ae'Gura Privada. Poderia explorar esta cidade tranquilamente. Sai só para matar a curiosidade e dei uma boa olhada no cenário, depois voltei para a galeria, mais tarde eu iria voltar aqui.

Fiquei muito feliz por poder abrir e fechar a porta da frente da Galeria Kadish, sempre quis fazer isso. Dei uma volta no átrio superior e anotei a posição dos vitrais de Kadish, aquilo poderia me ajudar no futuro. No centro do átrio, no balcão que estava de frente para o salão inferior, vi um Cannen, uma espécie de caixa de música D'ni. Mas ele apenas parecia tocar a bela música que inundava o ambiente. Um belo lugar sem dúvida. Leia mais sobre o Cannen no FAQ que fiz sobre Riven.

Olhei com atenção os vitrais do átrio superior e desci para o salão inferior, agora era hora de ver se algum dos vitrais dos quebra-cabeças de Kadish tinham mudado. Se fossem os mesmos, então eu poderia utilizar as mesmas soluções que tinha encontrado na primeira visita aquela Era.

Há três dispositivos em Kadish Tolesa, chamados de Relógios. Eles não são bem um relógio, mas sim uma intrincada fechadura. Quando as três fechaduras são combinadas de determinada forma, elas abrem uma porta secreta na Era. Os três vitrais, instalados de forma vertical do lado direito do salão inferior, dão a solução para abrir a fechadura. O vitral de cima dá a posição do Primeiro Relógio, o qual está nas ruínas do palácio gótico, o vitral central dá a solução para o Segundo Relógio e o vitral de baixo dá a solução para o Terceiro Relógio. Isso não tinha mudado. Claro que isso não é evidente a primeira vista, tive que usar o método de tentativa e erro, até acertar a posição dos relógios na primeira visita que fiz a Kadish Tolesa.

Na sequência, ainda do lado direito, há um vitral que representa o chão da Sala da Lua. Este quebra-cabeça quando solucionado dará passagem para a área externa de Kadish Tolesa. O intrigante nele é que ele mostra uma trilha iluminada, eu sempre pensei que eu deveria seguir esta trilha para poder solucionar o quebra-cabeça. Porém Mestre Kadish, adorava fazer de bobo todo mundo e este quebra-cabeça é uma dessas brincadeiras, o segredo aqui é andar nas áreas escuras e não nas claras.

Do outro lado do salão, há um vitral com quatro colunas coloridas, elas estão cercadas por um anel giratório o qual possui diversos números D'ni. O importante neste vitral é fazer uma correlação entre cores e números, descobrindo qual número falta para determinada cor. Lembro-me que na época que resolvi este quebra-cabeça, foi mais fácil usar a intuição e o bom senso do que interpretar o vitral.

Mais adiante, outro vitral. Este ao meu ver sempre foi o mais difícil, pois a primeira vez que olhei para ele não entendi absulutamente nada. Na verdade demorei muito para resolver este quebra-cabeça em questão. Ele diz respeito ao interior da Pirâmide Kadish. Mais adiante explicarei o que fiz com ele.

E finalmente a solução para o quebra-cabeça mais importante, e na minha opinião, o mais inteligente: a chave de abertura da porta do Cofre de Kadish. Este sim é um quebra-cabeça digno, aqui é necessário apenas usar a lógica para chegar ao resultado. Eu precisei anotar em um papel todos os símbolos de cada cubo giratório e o número D'ni que estava relacionado ao cubo. Isso é extremamente importante para solucionar o problema.

Depois de tudo anotado estava pronta para voltar. Aproximei-me do Livro de Ligação para o palácio gótico em ruínas de Kadish Tolesa e toquei na foto. Em poucos segundos estava de volta. Olhei para a esquerda e vi o dispositivo chamado de Primeiro Relógio. Fiquei bem perto dele e apontei para a esfera amarela central, depois apertei o botão esquerdo do mouse para ver o painel de comando. Como sempre havia três botões na parte inferior. Olhando a posição dos ponteiros parecia impossível chegar ao diagrama do vitral, mas eu já sabia a resposta então comecei a mover o dispostivo.

Apertei 4 vezes o botão da esquerda.
Apertei 1 vez o botão central.
Apertei 5 vezes o botão da direita.

Pronto, o Primeiro Relógio já estava em sua posição. Desci pela escadaria de pedra e rumei novamente pela bela trilha que tinha me trazido até aqui. Depois de alguns segundos estava novamente na área de chegada. Ignorei o Pedestal do Nexus e segui pela outra trilha, a que estava a direita. Um arco em ruínas estava guarnecido por uma bela lâmpada decorativa, talvez onde há luz, haja solução...

Continuei na trilha, passei por um círculo de pedra, parte dele terminava no chão, passei pelas poças de água e continuei na trilha sinuosa. Então apareceu um bifurcação. Optei ir pela esquerda, para encontrar a estranha praça abandonada, o local sempre me lembrou uma praça, mas não sei se era isso exatamente, que Kadish planejou.

Fiquei de frente para a entrada da pequena praça, que estava sobre uma plataforma círcular de concreto. Subi a pequena escadaria e rumei para a direita, se tudo estivesse igual, o Segundo Tecido de Jornada estaria ali, na lateral da plataforma círcular de concreto. Dito e feito, ví o Tecido e rapidamente apertei a mão para marcar minha posição.

Dei a volta na plataforma e subi a escada lateral esquerda, olhei para uma espécie de greta em um tronco de árvore a minha esquerda e ví uma Pedra Bahro, ela levava ao balcão do Palácio Real em Ae'Gura. Eu já tinha visitado aquele lugar na minha primeira vez em Kadish Tolesa, agora precisava voltar. Rapidamente me aproximei da Pedra Bahro e toquei na imagem, em poucos segundos estava no balcão, olhando o cânion em Ae'Gura, do outro lado pude ver as portas da Galeria Kadish.

Em seguida toquei em meu Livro do Relto e cheguei a minha cabana, depois abri o Livro para Kadish Tolesa, no nonô nicho da prateleira, toquei no marcador em forma de Tecido de Jornada na contra-capa, e em poucos segundos tinha voltado para a lateral da plataforma de concreto. Subi novamente a escadaria a esquerda da plataforma e rumei para o Dispositivo do Segundo Relógio. Cliquei com o lado esquerdo do mouse bem no centro da esfera amarela e ví o painel. Então segui a seqüência que eu já conhecia.

Apertei 3 vezes o botão da direita. E não mexi em mais nada.

Pronto, agora eu apenas precisava ajustar o último dispositivo para abrir a porta secreta. Sai da plataforma e rumei em direção a ampla área em frente. Logo ví o Terceiro Dispositivo Relógio, ele era diferente, possuía um pequeno espelho de água acoplado na parte da frente, muito bonito, sem falar que o som era tranquilizador. Posicionei-me atrás do relógio e cliquei com o lado esquerdo do mouse sobre a esfera amarela, então tive acesso ao painel, com cuidado adicionei a combinação.

Apertei 3 vezes o botão da esquerda.
Apertei 7 vez o botão central.
Apertei 3 vezes o botão da direita.

Do outro lado da área, eu vi um segundo dispositivo, aquela era a tranca final, não imagino como Kadish conseguiu fazer isso, mas creio que tudo deve ser interligado de forma subterrânea, ou quem sabe... Ele use algum tipo de freqüência infra-vermelha, como em um controle remoto de televisão. O importante foi que uma pequena porta secreta apareceu incrustrada em um enorme tronco de árvore. Segui até aquele lugar e entrei, novamente nada de novo, saí para a área adiante e vi o novo calçamento, do meu lado esquerda estava um pedestal com uma esfera azul iluminada, apertei a mesma e o tronco da árvore girou novamente, agora fechando a porta para a área ampla e abrindo uma nova porta na minha direção. Entrei no tronco e vi o Terceiro Tecido de Jornada.

Toquei no Terceiro Tecido de Jornada, para demarcar minha posição e saí deste pequeno compartimento dentro do tronco. Segui pelo calçamento até ver um balcão com um para-peito mostrando uma decoração intrincada, segui o corredor em espiral até chegar perto de cinco balcões menores, cada um possuía um pequeno painel com uma esfera azul na ponta. Olhei para cima e lá estava a luminária mais interessante que eu já tinha visto em minha vida. Era por isso que este lugar tinha o nome de Sala da Lua.

Assim que vi os pequenos balcões, os numerei de 1 a 5, começando do final do corredor em espiral. Então peguei novamente minha anotação sobre o vitral da Sala da Lua, que estava na Galeria Kadish. O segredo aqui é deixar a marca certa no chão deste grande salão. Para isso basta apertar os seguintes botões azuis: 2 - 3 - 5.

Apertei os botões do 2º balcão, do 3º balcão e do 5º balcão.

Então ví um diagrama iluminado se formar no chão da Sala da Lua. Para tudo dar certo, descobri que a porta secreta, lá de cima, a qual me deu acesso a este recinto, deve estar fechada, ou seja, se eu não ver o Terceiro Tecido de Jornada, não vou conseguir resolver o quebra-cabeça da Sala da Lua. Tentei resolver este enigma com a porta da árvore aberta para a área do Terceiro Dispositivo Relógio, mas não consegui. Então se a porta da árvore estiver aberta, você deve fechá-la. Posteriormente você poderá voltar ao início e abrí-la de novo.

Olhei com atenção o mosaíco. O segredo aqui e não pisar, de jeito nenhum, nas áreas claras, pelo menos até abrir a passagem secreta, depois pode-se pisar em qualquer lugar. Desci a pequena escadaria de pedra, que fica após o quinto balcão e andei pelo calçamento lateral, até ficar de frente para o terceiro balcão. Olhei para o chão, clicando a tecla F1 para ficar em primeira pessoa e depois cliquei do lado direito do mouse para mover meu ângulo de visão, até conseguir ver uma pedra um pouquinho mais clara do que as outras no calçamento lateral. Foi assim que eu acertei o ponto exato na primeira vez que estive nesta Era. Fiquei em cima desta pedra e pronto. De frente para o terceiro balcão, andei apenas na área escura delimitada bem na minha frente, até chegar em um círculo bem no final da trilha. Sei que não faz nenhum sentido, na primeira vez que fiz isso, achei meio estranho, mas foi assim que descobri a passagem, com várias tentativas e erros.

Andei devagar contornando toda a área delimitada pela sombra, e parei no círculo central, ao mesmo tempo o chão atrás de mim cedeu, e apareceu uma escada de pedra, mostrando um umbral em forma de arco. Desci e cheguei a uma área iluminada por três luminárias. Havia também um pedestal com um botão azul, não toquei nele, pois creio que ele serve para fechar novamente a passagem secreta. Mais tarde voltarei aqui para ver o que acontece.

Segui adiante pela trilha, passei por um grande tronco de árovre e encontrei mais ruínas destruídas pelo tempo. Depois de alguns segundos ví a área externa após um grande arco de pedra, guarnecido por luminárias lindas.

Sai para a área externa. Era um lugar lindo, dois sois, ou um sol e uma lua, que brilhavam por trás das árvores, que pareciam flutuar sob uma bruma densa, olhando mais de perto, cheguei a conclusão que se tratava de um grande lago.

O céu lilás era tranquilo e pequenas folhas caíam sem parar sob minha cabeça, ví até vaga-lumes, tudo tão calmo e silêncioso. Kadish, tinha um extremo bom gosto. Restos do que teria sido um grande portal, ou um palácio jaziam sobre enormes troncos de árvores. Olhei para a direita e vi a entrada para a área da Pirâmide. Tudo parecia igual. Andei com calma até a escadaria e passei pelo pórtico. Fiquei de frente para a Pirâmide, depois andei até o lado direito da construção, toda a lateral era circundada por uma espécie de trincheira ou vala, que emanava um brilho dourado. Segui até encontrar um nicho escuro a esquerda e lá vi o Quarto Tecido de Jornada. Pulei sobre a vala e toquei no Tecido, assim estava demarcando mais uma posição na Era de Mestre Kadish.

Depois voltei a área externa, ainda havia algo que gostaria de pegar naquele lugar. Olhei para a área a direita, ao lado do pórtico que dava acesso a Pirâmide. Então pude ver que ainda havia uma Página do Relto alí.

Me aproximei do final do calçamento, grande parte dele já havia ruído, e pulei para o outro lado. Fui até a pequena folha de papel e toquei na imagem. Agora meu Relto teria muitos pinheiros. A página iluminou-se e ví o meu pequeno Livro do Relto, piscar do lado esquerdo inferior da tela.

Pulei de volta, passando sobre o vão em direção a área do pórtico da Pirâmide. Subi a pequena escadaria e segui para o interior da Pirâmide. Aparentemente ela estava escura, porém assim que entrei vi luminárias verdes surgirem das laterais, assim pude seguir sem problema até uma pequena saleta bem a minha frente. Passei pelo umbral de pedra e cheguei a um balcão circular. Novamente, imitando os balcões da Sala da Lua, havia um painel com uma esfera iluminada na ponta. Olhei para frente, e já sabia, aqui eu iria usar o vitral que daria a solução para desvendar este assoalho cheio de diagramas.

Olhei para cima e ví a luminária central. Ela estava de certa forma estilizada no vitral, bem acima dela havia uma árvore. Bem, eu precisava fazer o assoalho ficar iluminado para ver o que ele dizia, precisava ver árvores no assoalho.

Apertei o botão no balcão e o chão ficou na cor amarela, vários desenhos formados de mosaíco apareceram no assoalho, porém eram basicamente geométricos, eles mostravam parte dos desenhos que ilustravam os vitrais de Kadish, mas eu teria que esperar para ver as árvores.

Fui dar uma volta e depois de cinco minutos voltei ao balcão, apertei o botão central e tudo ficou azul. Pude ver o assoalho brilhando. Havia cogumelos, desenhos geométricos e árvores. Eu deveria pisar somente nas árvores. Mas olhando novamente o desenho do vitral, eu lembrei, eu deveria começar pelo lado direito do recinto.

Desci do balcão para o átrio e fiquei novamente de frente para o pórtico da saleta do balcão, rumei para a direita do recinto e comecei a trilha, pisando somente nos hexágonos com árvores, no final esperei até o chão ceder e eu sentir o vento frio subir pelas laterais da parede. Eu estava em um elevador...


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